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Jogos de clubes e seleções da Rússia e Ucrânia serão em local neutro

Publicado em 25/02/2022

A Uefa transferiu a final da Liga dos Campeões desta temporada de São Petersburgo para Paris, após a invasão russa da Ucrânia, informou o órgão que comanda o futebol europeu numa declaração nesta sexta-feira (25).

A Uefa também disse que os jogos em casa dos clubes e das seleções ucranianos e russos que competem nas competições da entidade seriam disputados em locais neutros “até nova ordem”.

O órgão dirigente agradeceu ao presidente francês, Emmanuel Macron, por seu “apoio pessoal e compromisso” ao assumir a sede da final do torneio.

A entidade acrescentou que “apoiaria totalmente os esforços de múltiplos participantes para garantir o resgate dos jogadores de futebol e suas famílias na Ucrânia que enfrentam sofrimento humano terrível, destruição e deslocamento”.

A final da Liga dos Campeões foi marcada para o estádio Zenit de São Petersburgo no dia 28 de maio, com milhares de torcedores de todo o continente esperando assistir ao jogo que é a maior vitrine do futebol de clubes europeu.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres em uma teleconferência: “É uma pena que tal decisão tenha sido tomada. São Petersburgo poderia ter proporcionado todas as condições favoráveis para a realização deste festival de futebol”.

A secretária da Cultura do Reino Unido, Nadine Dorries, responsável pelo esporte, apoiou a decisão da Uefa.

“Saúdo a ação decisiva da Uefa para retirar de São Petersburgo a realização da final da Liga dos Campeões deste ano”, disse.

“A Rússia não deve ser autorizada a explorar eventos esportivos e culturais no cenário mundial para legitimar seu ataque não provocado, premeditado e desnecessário contra um Estado democrático soberano.”

O estádio de São Petersburgo é conhecido como o Estádio Gazprom após um acordo de patrocínio com a empresa estatal russa de energia, que também patrocina a Liga dos Campeões e a Eurocopa 2024, dois torneios promovidos pela Uefa.

A mudança da final vem após apelos de um grupo de legisladores europeus que pediu à Uefa na quinta-feira (24) para mudar o local da partida e parar de considerar cidades russas para grandes competições internacionais de futebol.

Os legisladores também pediram à entidade para acabar com o patrocínio da Gazprom à competição de clubes de elite do continente. No entanto, a declaração da Uefa nesta sexta-feira (25) não fez nenhuma menção à Gazprom.

A final da Liga dos Campeões de 2023 será disputada em Istambul, com Wembley, em Londres, sediando no ano seguinte e a Allianz Arena, de Munique, como sede da final em 2025.

(Reportagem em parceria com Dmitry Antonov em Moscou e Shrivathsa Sridhar em Bengaluru)

Por Reuters* – Manchester (Inglaterra)

Fonte: Agência Brasil*

Publicado em 07/05/2021

Entidade adotará ações disciplinares contra Juventus, Real e Barça

Os três times que continuam envolvidos na operação da Superliga dissidente, Real Madrid, Barcelona e Juventus, enfrentarão sanções da Uefa, que chegou a um acordo com os nove outros clubes.

A entidade que governa o futebol europeu disse nesta sexta-feira (7) que os nove clubes que desistiram do plano assinaram uma “Declaração de Comprometimento de Clube” que inclui uma série de etapas de “reintegração”.

Os seis times ingleses – Manchester United, Liverpool, Manchester City, Chelsea, Tottenham Hotspur e Arsenal – além de Milan, Inter de Milão e Atlético de Madri, assinaram o acordo, disse a Uefa em um comunicado.

“Estes clubes reconheceram seus erros rapidamente e agiram para demonstrar sua contrição e seu comprometimento futuro com o futebol europeu”, disse o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin. “O mesmo não pode ser dito dos clubes que continuam envolvidos na chamada ‘Superliga’, e a Uefa lidará com estes clubes subsequentemente”.

A Uefa disse que agora está iniciando procedimentos disciplinares contra Juventus, Real e Barca.

“A Uefa se reservou todo o direito de adotar qualquer ação que considere adequada contra estes clubes que até agora se recusam a renunciar à chamada ‘Superliga’. A questão será encaminhada prontamente aos organismos disciplinares competentes da Uefa”.

Os nove times que voltaram à Uefa concordaram em “adotar todas as medidas em seu poder” para encerrar seu envolvimento na empresa Superliga.

A liga dissidente foi anunciada no mês passado, mas fracassou depois de meras 48 horas.

Por *Reuters – Manchester (Inglaterra)

Fonte: *Agência Brasil

Publicado em 19/04/2021 – 12:11

Ceferin defendeu exclusão de competições europeias e Copa do Mundo

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, reiterou nesta segunda-feira que os clubes e jogadores envolvidos na proposta de criação da competição dissidente Superliga podem ser banidos “o mais rápido possível” de todas as competições europeias e da Copa do Mundo.

Em uma reunião de emergência, um dia após 12 clubes europeus anunciarem a Superliga da Europa, Ceferin lançou um ataque contundente ao plano, que foi amplamente condenado dentro e fora do mundo do esporte.

“Ainda estamos avaliando com nossa equipe jurídica, mas tomaremos todas as sanções que pudermos e iremos informá-los assim que possível”, disse. “Minha opinião é que eles têm de ser banidos o mais rápido possível de todos os nossos torneios e os jogadores de todas as nossas competições.”

A reunião foi inicialmente agendada para confirmar os planos para uma expansão da Liga dos Campeões da Uefa, mas foi ofuscada pela Superliga.

“A Uefa e o mundo do futebol estão unidos contra a proposta vergonhosa e egoísta que vimos nas últimas 24 horas para alguns clubes selecionados na Europa, motivados pela ganância. Estamos todos unidos contra este projeto absurdo”, disse Ceferin.

Por *Reuters – Londres (Inglaterra)

*Agência Brasil

Publicado em 19/04/2021

12 clubes se movimentam para formular a competição

A Uefa, entidade que governa o futebol europeu, realizará uma reunião de crise nesta segunda-feira (19), apenas horas depois de 12 clubes do continente chocarem o mundo do futebol anunciando a formação de uma competição dissidente que batizaram de Super Liga.

Também nesta segunda-feira (19), o banco de investimento JP Morgan confirmou à Reuters que está financiando a nova liga, que inclui times como Real Madrid e Manchester United e pretende rivalizar com a tradicional Liga dos Campeões da Uefa.

O rompimento foi muito criticado pelas autoridades do futebol, por torcidas organizadas e por políticos de toda a Europa.

Uma batalha acirrada pelo controle do esporte e sua renda lucrativa começou com uma carta enviada pelos 12 clubes à Uefa na qual disseram que adotarão medidas legais em tribunais não identificados para protegerem seus interesses à medida que organizam a liga.

Segundo a agência Reuters, em carta, a Uefa diz que “analisará todas as medidas disponíveis a nós, em todos os níveis, tanto judiciais quanto esportivos, de forma a impedir que isto aconteça”. A Uefa ainda disse que os times envolvidos “serão proibidos de jogar em qualquer outra competição em nível doméstico, europeu ou mundial, e seus jogadores podem ser privados da oportunidade de representar suas seleções”.

A carta da Super Liga diz que estas declarações “nos induzem a adotar medidas de proteção para nos poupar de uma reação tão adversa, que não somente ameaçaria o compromisso de financiamento do fundo (do JP Morgan), mas seria ilegal, o que é significativo”.

“Por esta razão, a SLCo (Companhia Super Liga) apresentou uma moção aos tribunais relevantes para garantir o estabelecimento e a operação da competição sem sobressaltos de acordo com as leis aplicáveis.”

No passado, ameaças de ruptura levaram a concessões entre a Uefa e os grandes times da Liga dos Campeões, a competição de clubes de elite da Europa, quanto ao formato e à distribuição da renda. Mas esta é a primeira vez que os times mais ricos vão além das ameaças e dão um passo adiante criando uma nova liga de sua propriedade e anunciando planos concretos para organizar uma competição rival.

Ainda na liga inglesa, Liverpool, Arsenal, Manchester City, Chelsea e Tottenham Hotspur endossaram os planos. Entre os espanhóis, Barcelona e Atlético de Madri engrossaram as fileiras, e Milan, Inter de Milão e Juventus compõem o trio de times italianos interessados. O Paris St Germain e o atual campeão europeu Bayern de Munique não aderiram.

Por *Reuters – Manchester (Inglaterra)

*Agência Brasil