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O Conselho Federal da OAB entregou, nesta terça-feira (24/3), ofício ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, Leur Lomanto Júnior (União-BA), solicitando apoio institucional para a célere tramitação e deliberação de proposições legislativas consideradas estratégicas para a advocacia e para o sistema de Justiça. A entidade também se colocou à disposição para colaborar tecnicamente na análise das matérias.
26 de março de 2026

 

No documento, a OAB Nacional sustenta que os projetos têm impacto direto na efetividade das garantias processuais, na observância do devido processo legal e na proteção de prerrogativas profissionais que se vinculam à defesa dos direitos da cidadania. A entidade destaca ainda que as propostas contribuem para o equilíbrio entre as partes no processo e para o adequado funcionamento da prestação jurisdicional.

“O Parlamento tem papel fundamental no aprimoramento do sistema de justiça, e a advocacia contribui tecnicamente para esse processo. As pautas apresentadas tratam de garantias essenciais ao cidadão, como o respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à paridade de armas”, afirmou o presidente do CFOAB, Beto Simonetti. “Estamos falando de medidas que fortalecem a atuação da advocacia e, ao mesmo tempo, asseguram maior equilíbrio e legitimidade às decisões judiciais”, disse.

Entre os projetos apontados como prioritários está o Projeto de Lei (PL) 8595/2017, de autoria do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que trata da natureza alimentar dos honorários advocatícios. A proposta, com parecer favorável na forma do PL 850/2023, relatado pela deputada Maria Arraes, busca consolidar em lei entendimento já reconhecido sobre o caráter alimentar da verba, reforçando sua função como meio de subsistência da advocacia.

“O reconhecimento da natureza alimentar dos honorários, o fortalecimento das garantias processuais e a preservação da sustentação oral são avanços que impactam diretamente a qualidade da prestação jurisdicional”, acrescentou Beto Simonetti. “São medidas que asseguram condições reais para o exercício da advocacia e, consequentemente, para a defesa efetiva dos direitos do cidadão”, disse o presidente da OAB Nacional.

Também foi destacado o PL 2642/2021, de autoria do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), que dispõe sobre garantias processuais. A matéria recebeu parecer favorável, com substitutivo da deputada Laura Carneiro, e reforça a indispensabilidade da defesa técnica e o equilíbrio entre as partes no processo judicial.

Outro projeto é o PL 3388/2020, de autoria da deputada Margarete Coelho e outros parlamentares, que assegura a realização da sustentação oral preferencialmente em sessões presenciais ou, excepcionalmente, por videoconferência ao vivo. O parecer favorável, com substitutivo do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), preserva a oralidade e a participação efetiva da advocacia nos julgamentos.

A secretária-geral do CFOAB, Rose Morais, ressaltou a importância das matérias. “A OAB atua de forma propositiva no Congresso Nacional, contribuindo com iniciativas que fortalecem o Estado Democrático de Direito. Essas propostas não são apenas da advocacia, mas de toda a sociedade, pois garantem mais equilíbrio, transparência e efetividade ao sistema de justiça”, afirmou.

Ao receber o ofício, Leur Lomanto Júnior destacou a importância do diálogo institucional com a entidade. “É um prazer receber a OAB Nacional e contar com sua contribuição qualificada. Os pontos apresentados são de extrema relevância e terão a atenção desta Comissão, especialmente por seu impacto direto na garantia de direitos e no funcionamento da Justiça”, finalizou.

Fonte: OAB Nacional

A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB emitiu nota oficial nesta quarta-feira, 30, orientando advogados e advogadas a não aceitarem a exigência de lacração de celulares como condição para participação em atos judiciais. A medida foi adotada após episódio ocorrido no julgamento da trama golpista na 1ª turma do STF, quando os aparelhos de profissionais da advocacia e da imprensa foram lacrados em sacos plásticos.
01.05.2025
A entidade considera que a exigência viola o livre exercício da advocacia e os direitos da defesa, e que não encontra respaldo legal, contrariando prerrogativas profissionais previstas no Estatuto da Advocacia.Confira a íntegra:

“Em atenção à resposta do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ofício encaminhado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Federal e o Colégios de Presidentes da OAB reafirmam que a decisão, ainda que pontual, viola frontalmente o livre exercício da advocacia e os direitos da defesa.

A OAB orienta, de forma expressa, que advogadas e advogados não aceitem a exigência de lacração de celulares como condição para participar de atos judiciais. A medida não encontra respaldo legal e fere prerrogativas profissionais asseguradas pelo Estatuto da Advocacia. Caso a imposição persista, a orientação é clara: não participar do ato e comunicar imediatamente a ocorrência à Ordem.

A Ordem continuará adotando todas as providências necessárias para garantir o respeito à legalidade e às garantias constitucionais da profissão. A defesa das prerrogativas não comporta relativizações. Trata-se de dever institucional inegociável da OAB.”

Beto Simonetti, presidente nacional da OAB

Diretoria nacional da OAB e conselheiros federais

Colégio de Presidentes da OAB

Via @portalmigalhas |

|maio 01, 2025

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) enviou nesta terça-feira (22/4) um ofício ao gabinete do presidente da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, ministro Cristiano Zanin, pedindo que ele deixe de exigir a lacração dos celulares dos advogados que atuam na defesa dos acusados pelo crime de golpe de Estado.

22 de abril de 2025

Documento é assinado pelo presidente nacional da OAB, Beto Simonetti

Assinado pelo presidente da OAB, Beto Simonetti, o documento tenta mudar a situação de forma diplomática. Em tom cordial, diz que se o ministro voltar atrás por iniciativa própria, a entidade não precisará tomar as medidas cabíveis.

“Em cumprimento às finalidades institucionais desta Entidade, solicitamos os bons préstimos de Vossa Excelência na adoção de providências necessárias, evitando-se alegações de cerceamento de defesa e violação de prerrogativas, uma vez que a sessão tem sido transmitida ao vivo, o que afasta qualquer prejuízo ao andamento dos trabalhos advogados permanecerem com seus telefones celulares”, diz o ofício.

A OAB defende que os celulares são instrumentos necessários para que os advogados tenham acesso aos acervos eletrônicos de que dispõem para o exercício profissional. E lembra que o artigo 7º do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994) garante o direito de exercer a profissão em todo o território nacional com liberdade.

“Nesse panorama, a praxe atual é a possibilidade de utilização dos aparelhos durante diversos atos, inclusive audiências, conforme se pode verificar diuturnamente nos tribunais e varas de todo o país, e não apenas por parte do profissional advogado, mas pelo próprio Poder Judiciário, conforme se extrai, por exemplo, das audiências por videoconferência.”

Além de Simonetti, são signatários do documento o procurador-geral do CFOAB, Sérgio Leonardo; o procurador nacional do CFOAB, Alex Sarkis; e o presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Pedro Paulo Medeiros.

Zanin determinou nesta terça que fossem lacrados os celulares de todas as pessoas que acompanharam presencialmente a análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o segundo grupo de acusados de participação na trama golpista que culminou na invasão das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Segundo Zanin, o objetivo da medida foi evitar o uso dos telefones para gravações durante o julgamento, como aconteceu no primeiro dia da análise da denúncia contra o primeiro grupo de acusados, que incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Clique aqui para ler o ofício da OAB
Pet 12.100

Fonte: Conjur