Posts

Covid-19: Brasil tem 21,73 milhões de casos e 605,8 mil mortes

Em 24 horas, foram registrados 5,7 mil casos e 160 óbitos

Publicado em 25/10/2021

Passageiros com máscaras no vagão da linha 4 do metrô

Os casos de covid-19 desde o princípio da pandemia, no ano passado, somaram 21.735.560. Em 24 horas, secretarias de Saúde de estados e municípios registraram 5.797 pessoas com covid-19. Ontem (24), a soma de casos acumulados estava em 21.729.763

Há 207.213 casos de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado e permanecem em acompanhamento.

As mortes em decorrência da covid-19 foram para 605.804. Entre ontem e hoje (25), órgãos de saúde confirmaram 160 mortes. Ontem, o painel de informações da pandemia marcava 605.644 óbitos.

Há 3.041 óbitos em investigação. Essa situação ocorre pelo fato de haver casos em que o paciente morreu, mas a investigação se a causa foi covid-19 vai demandar exames e procedimentos posteriores.

As estatísticas foram divulgadas na noite desta segunda-feira no balanço diário do Ministério da Saúde. O documento consolida informações sobre casos e mortes levantadas pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde.

Até esta segunda-feira, 20.922.633 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 96,3% das pessoas que contraíram a doença desde o início da pandemia.  

Os números em geral são menores aos sábados, domingos e segundas-feiras em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Após os fins-de-semana ou feriados, em geral, há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizados.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (151.545), Rio de Janeiro (68.004), Minas Gerais (55.401), Paraná (40.291) e Rio Grande do Sul (35.334).

Os estados com menos óbitos são Acre (1.844), Amapá (1.991), Roraima (2.029), Tocantins (3.864) e Sergipe (6.027).

Boletim epidemiológico 25.10.2021
Boletim epidemiológico 25.10.2021 – Ministério da Saúde

Vacinação

No total, até o início da noite desta segunda-feira, o sistema do Ministério da Saúde marcava a aplicação de 269,1 milhões de doses no Brasil, sendo 153,6 milhões da primeira dose e 115,4 milhões da segunda dose e dose única.

Quando considerados apenas os dados consolidados no sistema do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, foram aplicadas 265,5 milhões, sendo 150,3 milhões da primeira dose e 109,1 milhões da segunda dose.

Foram aplicadas de 5,8 milhões doses de reforço e 286 mil doses adicionais de imunossuprimidos. No total, foram distribuídas 320 milhões de doses a estados e municípios, tendo sido entregues 313,8 milhões e 6,1 milhões estão em processo de distribuição.

Matéria atualizada às 20h33 para atualização de informações

Por Agência Brasil – Brasília

Infecção por Covid-19 só é considerada doença ocupacional se estiver vinculada com a atividade profissional

07/10/2021

A covid-19 pode ser reconhecida como doença ocupacional, mas, para que isso ocorra, é necessário que se caracterize o nexo causal entre o desempenho das atividades profissionais e a infecção. Esse entendimento esteve presente em duas causas recentes julgadas em grau de recurso pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.

Em um dos processos, um auxiliar de lavagem que atuava em uma distribuidora de automóveis não conseguiu comprovar que havia contraído covid-19 por culpa do empregador. A 9ª Turma do TRT-2 confirmou entendimento do juízo de 1º grau, que não reconheceu o acometimento de doença ocupacional e indeferiu o pagamento de danos morais e materiais. Para o colegiado, cabia ao trabalhador o ônus de provar as alegações, o que não ocorreu.

O desembargador-relator do acórdão, Mauro Vignotto, explicou que, mesmo que o auxiliar tenha apresentado um exame de sorologia com resultado positivo, “o citado método não é o adequado e seguro para a constatação da doença, pois depende de verificação mediante exame de PCR, o qual não detectou o coronavírus no organismo do reclamante”.

Além disso, em seu próprio testemunho, o profissional contou que recebeu do empregador equipamentos de proteção, que pegava metrô e ônibus para chegar ao trabalho e que atuava como engraxate nos finais de semana, atendendo clientes em domicílio.

“De conseguinte, e porque sequer comprovado que o obreiro contraiu Covid-19 durante o contrato de trabalho, resta prejudicada a análise da suposta doença ocupacional, bem como os pleiteados danos moral e material daí decorrentes”, concluiu o relator.

Acidente de trabalho

O outro caso trata-se de uma ação trabalhista que tem como reclamantes o espólio de um trabalhador, a viúva e o filho em face de uma fábrica de cigarros. O obreiro havia contraído a covid-19 e morreu por complicações da doença. A família pleiteou no processo, entre outros, o reconhecimento de doença profissional equiparada a acidente de trabalho, com o pagamento de indenização por danos morais e materiais, além da fixação de pensão vitalícia.

Por unanimidade, os magistrados da 5ª Turma do TRT-2 negaram provimento ao pedido dos autores, mantendo assim a decisão de 1º grau. Eles entenderam que não havia sido comprovado a existência de nexo causal entre a doença que vitimou o trabalhador e a atividade por ele desenvolvida na empresa.

“Os elementos dos autos não são suficientes à caracterização da doença como de cunho eminentemente laboral, ou seja, não há como se ter certeza de que a doença que acometeu o obreiro se deu, estritamente, em razão de sua atividade laboral. Meros indícios, como se sabe, não bastam para eventual condenação)”, afirmou a juíza-relatora do acórdão, Patrícia Cokeli Seller.

Além disso, segundo análise de prova oral, concluiu-se que a ré adotou as medidas necessárias para preservar a higidez física dos seus colaboradores, inclusive, permitindo àqueles com comorbidades o trabalho remoto, ou, ainda, oferecendo táxi ou transporte por aplicativos para os deslocamentos dos empregados à empresa.

(Nº dos processos: 1000396-57.2021.5.02.0061 e 1001350-68.2020.5.02.0084)

Fonte: TRT2

Risco de covid-19 grave é até 6 vezes maior em pacientes com Alzheimer

27/09/2021

Estudo identificou doença como fator de risco

Pesquisadores brasileiros identificaram que o Alzheimer é um fator de risco para quem contrai a covid-19, independentemente da idade. O estudo foi publicado na revista Alzheimer’s & Dementia, periódico da associação que pesquisa a doença e que tem sede em Chicago (EUA). Foram usados dados do sistema de saúde britânico, reunindo informações de 12.863 pessoas maiores de 65 anos.

O trabalho mostrou que quando um paciente era internado e já tinha Alzheimer, o risco de desenvolver um quadro mais grave por conta do vírus da covid-19, o Sars-CoV-2, foi três vezes maior na comparação com quem não tinha a doença. No caso de pacientes com mais de 80 anos, o risco é seis vezes maior. A doença não aumentou o risco de internações ao ser comparado com outras comorbidades.

“Os pacientes internados infectados por covid-19, se tiverem um quadro de Alzheimer, é um fator significativamente agravante de internação”, aponta Sérgio Verjovski, doutor em biofísica e liderança científica do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan. O estudo também envolveu pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os dados dos participantes foram divididos em três grupos: 66 a 74 anos (6.182 pessoas), 75 a 79 anos (4.867 pessoas) e acima de 80 anos (1.814 pessoas). Dessa amostragem inicial, 1.167 pessoas estavam com covid-19. Verjovski explica que o banco inglês foi usado por ter o histórico de mais de 10 anos dos pacientes, além disso possui o sequenciamento genômico da maior parte dos indivíduos.

Atenção rápida

O pesquisador destaca que essa descoberta revela a importância de uma atenção rápida a esses pacientes, considerando as chances de agravamento. “Tudo isso aponta para o fato de que esses pacientes necessitam de uma intervenção mais imediata. Pacientes com 65 a 70 anos tinham risco aumentado em quase quatro vezes de terem complicações e irem a óbito”, exemplificou.

Algumas hipóteses podem explicar essa relação e Verjovski destaca que estudos ainda estão sendo feitos. Contudo, um dos mecanismos possíveis é que quando o SARS-CoV-2 infecta o organismo, o corpo responde com um processo inflamatório para combater o vírus.

“Sabe-se que Alzheimer envolve inflamação de vasos do cérebro e é uma possibilidade que essa inflamação diminua a barreira hematoencefálica, que é uma barreira que permite que o cérebro receba nutrientes, receba a circulação, mas não deixa passar fatores de infecção. No caso da inflamação, que leva à degeneração pelo Alzheimer, pode estar diminuindo essa barreira hematoencefálica e aumentando a chance da infecção pelo vírus”, explica.

Fatores genéticos

Verjovski disse que o grupo busca agora relações entre os fatores genéticos de propensão da doença de Alzheimer e o agravamento da covid-19. “A gente agora está tentando associar os dados clínicos com os dados de variantes genéticas envolvidas com Alzheimer para ver se aponta, entre os genes causadores Alzheimer, algum que aumenta também nitidamente a gravidade da covid e que pode apontar para um mecanismo genético.”

Originalmente, o laboratório liderado por Verjovski pesquisa genes de câncer. Com a pandemia, no entanto, o trabalho foi reorientado. “Temos um financiamento para pesquisa que nos permitiu usar esses bancos. Temos pessoal capacitado em fazer as análises, equipamentos e, embora o nosso trabalho não seja voltado para Alzheimer, nem pra covid-19, a gente se associou ao Sérgio Ferreira [doutor em biofísica e professor da UFRJ] e usou nosso knowhow de análise de genética em larga escala”.

Por Agência Brasil – São Paulo

Covid-19: Brasil tem 21,2 milhões de casos e 590,5 mil mortes

Publicado em 19/09/2021

vacina para Covid-19

Segundo Ministério da Saúde, 20.280.294 pessoas já se recuperaram

O número de mortes por covid-19 no Brasil subiu para 590.508. Em 24 horas, foram registradas 935 mortes.

Já o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 21.230.325. Em 24 horas, foram confirmados pelas autoridades sanitárias 150.106 novos casos.

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite deste sábado (18). O balanço é produzido a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Há, ao todo, 359.523 pessoas com casos ativos da doença em acompanhamento por profissionais de saúde e 20.280.294 pacientes já se recuperaram.

Estados

Na lista de estados com mais mortes estão São Paulo (148.079), Rio de Janeiro (64.843), Minas Gerais (54.023) e Paraná (38.407). As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.817), Amapá (1.969), Roraima (1.987) e Tocantins (3.735).

Em número de casos, São Paulo também lidera (4.350.223), seguido por Minas Gerais (2.110.768), Paraná (1.488.604) e Rio Grande do Sul (1.428.292).

Vacinação

De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, 220,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas no país, sendo 141,2 milhões de primeiras doses e 79,3 milhões de segundas doses ou doses únicas.

Ainda segundo a pasta, foram distribuídas, até o momento, 267,6 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal. Desse total, 259,4 milhões já foram entregues e 8,2 milhões estão em processo de distribuição.

covid_18.09

Ministério da Saúde

Por Agência Brasil – Brasília

Covid-19: spray nasal feito no Brasil pode estar disponível até 2022

Vacina é desenvolvida por pesquisadores da USP, Unifesp e Fiocruz

Publicado em 14/09/2021

Vista aérea da Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira” – USP

Uma vacina em forma de spray nasal contra a covid-19 está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em fase de estudos, o novo imunizante promete ser de baixo custo, proteger contra variantes e bloquear o novo vírus ainda no nariz. A expectativa é que ela esteja disponível até o fim de 2022.

“Você já começa a induzir resposta no epitélio nasal e induzir a produção de um anticorpo que é muito importante nas mucosas, que são as IgAs [Imunoglobulina A] secretórias”, explica o coordenador do estudo, Jorge Elias Kalil Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP e chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas.

Além de inovar na forma de inoculação do vírus, com aplicação pelo nariz e não por via intramuscular, o imunizante também se diferencia no antígeno. “Em vez de usarmos a Spike do vírus de Wuhan, nós vamos utilizar só a RBD [domínio receptor obrigatório, pela sigla em inglês] das quatro variantes de preocupação”, diz Kalil Filho. De acordo com a Fiocruz, a proteína Spike é associada à capacidade de entrada do patógeno nas células humanas e é um dos principais alvos dos anticorpos neutralizantes produzidos pelo organismo para bloquear o vírus.

O pesquisador explica ainda que o antígeno vai conter pedaços de proteínas que estimulem a resposta celular mais duradoura do que aquela mediada pelos anticorpos neutralizantes. “Nós estudamos 220 pessoas que tiveram a doença, estudamos também por informática todo o genoma do vírus e selecionamos fragmentos que teoricamente induzem uma boa resposta celular”, acrescenta. 

O imunizante, portanto, deve incluir fragmentos que são capazes de matar a célula, caso ela seja infectada. “Se o vírus entrar na célula, a única coisa que você pode fazer é usar as células chamadas CD8 citotóxicas, que matam a célula infectada”, afirma Kalil Filho. O spray deve incluir, portanto, os chamados linfócitos T CD8+ citotóxicos, que matam células doentes, e os linfócitos T CD4+, que auxiliam na produção de anticorpos e nas respostas citotóxicas.

Outra inovação do produto é a criação de um tipo de nanopartícula que adere à mucosa do nariz. “A mucosa tem muitos cílios que não deixam nada aderir, mas desenvolvemos um jeito de colocar uma formulação específica em que a gente induz uma resposta de mucosa importante”, acrescenta o médico.

Sobre o custo, Kalil Filho diz que deve ficar em torno de US$ 5, mas que ainda são necessárias outras análises relacionadas ao rendimento. “Nós temos alguns laboratórios que produzem proteínas recombinantes, mas ainda está muito no início, então estamos tratando com as empresas farmacêuticas pra ver se a gente acha alguma que consiga produzir com boa quantidade”.

A vacina spray nasal pode funcionar como um reforço para as doses já existentes e aplicadas por via intramuscular. “Provavelmente, quando o spray estiver pronto, boa parte da população mundial vai estar vacinada. Eu acredito que ele vai ser, sobretudo, como uma dose de reforço”, afirmou o médico. 

Por Agência Brasil – São Paulo

Brasil volta a ter média móvel abaixo de 500 mortes diárias por Covid pela 1ª vez desde novembro; feriado influencia queda

Postado em 09 de Setembro de 2021

País contabiliza 584.458 óbitos e 20.925.899 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Reflexo do feriado prolongado, ritmo de queda aparece mais intenso do que vinha sendo registrado até a última semana.

O Brasil registrou nesta quarta-feira (8) 250 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 584.458 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 461 – a mais baixa desde 13 de novembro (quando estava em 403). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -34% e aponta tendência de queda. É o 16º dia seguido de recuo nesse comparativo.

A média móvel de mortes por Covid não ficava abaixo de 500 desde 27 de novembro do ano passado (quando estava em 477). O ritmo da queda de -34%, no entanto, está mais intenso do que o que vinha sendo registrado até a última semana (quando variou entre -13% e -27% de sábado retrasado a sexta pré-feriado).

Como visto em situações similares desde o início da pandemia, o feriado prolongado da Independência certamente influenciou para baixo os dados divulgados nos últimos dias. Isso porque as equipes trabalhando na inserção de dados dos municípios durante o feriado são reduzidas; pode haver um reflexo disso para cima nos números de casos e mortes divulgados nos próximos dias.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil nos últimos 14 dias. Variação percentual leva em conta os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/G1

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Quinta (2): 628

Sexta (3): 622

Sábado (4): 609

Domingo (5): 606

Segunda (6): 603

Terça (7): 526

Quarta (8): 461

Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril.

Apenas o estado do Amapá apresenta tendência de alta nas mortes.

Acre, Goiás e Sergipe não registraram mortes nas últimas 24 horas. Roraima não divulgou novos dados de casos e mortes até a noite desta quarta. Segundo a Secretaria de Saúde estadual, houve problema devido a instabilidade na rede de internet no estado, o que impossibilitou a atualização.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 20.925.899 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 14.320 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 17.461 diagnósticos por dia –abaixo da marca de 20 mil pelo segundo dia seguido e resultando em uma variação de -33% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda.

Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano.

Brasil, 8 de setembro

Total de mortes: 584.458

Registro de mortes em 24 horas: 250

Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 461 por dia (variação em 14 dias: -34%)

Total de casos confirmados: 20.925.899

Registro de casos confirmados em 24 horas: 14.320

Média de novos casos nos últimos 7 dias: 17.461 (variação em 14 dias: -33%)

Estados

Em alta (apenas 1 estado): AP

Em estabilidade (5 estados e o DF): RN, CE, DF, PB, ES, RJ

Em queda (19 estados): SC, BA, RO, AL, PI, MG, GO, RS, PE, MT, PR, MS, TO, MA, SP, PA, AM, SE, AC

Não divulgou (1 estado): RR

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Os brasileiros que estão totalmente imunizados contra a Covid com as duas doses ou a dose única de imunizantes são 32,32% da população. Segundo dados também reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, são 68.944.846 pessoas.

Os que estão parcialmente imunizados, ou seja, que apenas a primeira dose de vacinas, são 136.028.080 pessoas, o que corresponde a 63,77% da população. Já a dose de reforço foi aplicada em 21.471 pessoas (0,01% da população).

Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 204.994.397 doses aplicadas desde o começo da vacinação.

Veja a situação nos estados

Estado com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Sul

PR: -41%

RS: -33%

SC: -16%

Sudeste

ES: -13%

MG: -30%

RJ: -15%

SP: -53%

Centro-Oeste

DF: -1%

GO: -30%

MS: -42%

MT: -38%

Norte

AC: -100%

AM: -59%

AP: +17%

PA: -56%

RO: -24%

RR: o estado não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de terça-feira (7), estava em -9% (estabilidade)

TO: -45%

Nordeste

AL: -27%

BA: -19%

CE: +1%

MA: -49%

PB: -8%

PE: -35%

PI: -29%

RN: +11%

SE: -70%

Brasil

Mortes por Covid-19 confirmadas por dia

Fonte: G1

*Jornal Jurid

Covid-19: mortes recuam 30,4% e atingem menor média no ano

Publicado em 06/09/2021

Dados da Fiocruz indicam menor média de mortes desde dezembro de 2020

As mortes por covid-19 no Brasil, mais uma vez, atingiram o menor patamar no ano de 2021, segundo a média móvel de sete dias divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ontem (5), foi registrada uma média diária de 617 óbitos, o menor nível desde 28 de dezembro de 2020 (611 mortes).

Até o fim de agosto, o menor nível de mortes do ano havia sido registrado em 3 de janeiro (697). Em 27 de agosto, a média ficou abaixo desse patamar, ao apresentar 688 óbitos. A marca foi sendo batida dia após dia, até 2 de setembro, quando se chegou à média de 621.

Nos dias seguintes, a média ficou relativamente estável. Ontem, voltou a cair e a apresentar o menor patamar do ano.

A média de ontem representa um recuo de 21% na comparação com duas semanas antes. Já em relação ao mês anterior, a queda chegou a 30,4%.

O pico de óbitos na pandemia de covid-19 no país foi registrado em 12 de abril, quando foi observada uma média de 3.124 mortes, cinco vezes acima do número apresentado ontem pela Fiocruz.

A média móvel de sete dias é calculada somando-se os dados do dia em questão com os seis dias anteriores e dividindo-se o resultado por sete.

Por Agência Brasil – Rio de Janeiro

Covid-19: organização dos Jogos vê situação “muito difícil” em Tóquio

Publicado em 20/08/2021

Casos da variante Delta sobrecarregam hospitais na capital japonesa

A Paralimpíada de Tóquio será realizada em circunstâncias “muito difíceis”, disseram seus organizadores nesta sexta-feira (20), já que os hospitais da cidade-sede estão sobrecarregados no momento em que o Japão enfrenta sua pior onda de infecções de covid-19, impulsionada pela variante Delta.

Faltando menos de uma semana para o evento, o jornal Asahi noticiou nesta sexta-feira (20) que um hospital de Tóquio recusou um pedido dos organizadores para receber casos de emergência dos Jogos, priorizando pacientes locais com covid-19.

“Olhando a situação médica, não podemos evitar dizer que faremos a Paralimpíada no meio de uma situação muito difícil”, disse Hidemasa Nakamura, autoridade responsável pela realização da Tóquio 2020, em uma coletiva de imprensa. “O que fazemos se tivermos um caso que fica gravemente doente, dada a situação apertada dos leitos de hospital? Temos que ter um fluxo de contato alinhado e incluir os hospitais e instalações médicas neste fluxo de contato.”

Os organizadores disseram que adotarão protocolos contra a covid-19 na Paralimpíada, o mesmo “manual” usado durante a Olimpíada, que terminou no início deste mês.

Exames frequentes e outras restrições, como limitar a circulação de atletas e autoridades, mostraram-se eficazes para minimizar os riscos de infecção, acrescentaram.

Por Reuters* – Tóquio

Fonte: *Agência Brasil

Governo credencia centros de enfrentamento da covid-19

Publicado em 20/08/2021

O Diário Oficial da União traz a lista dos municípios contemplados

Foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (20) portaria do Ministério da Saúde que credencia, em caráter excepcional, estabelecimentos de saúde como Centros Comunitários de Referência para Enfrentamento da Covid-19. A Portaria nº 2.010 credencia também os Centros de Atendimento para Enfrentamento da Covid-19.

Os credenciamentos estavam previstos em duas portarias publicadas em maio: a nº 1.444 e a nº 1.445. Segundo a portaria publicada hoje, 2.249 municípios foram contemplados com 2.627 centros de atendimento; e 30 municípios foram contemplados com 93 Centros Comunitários de Referência. A lista com os nomes dos municípios estão em dois anexos que foram publicados conjuntamente à portaria.

O valor total previsto para os centros de atendimento é de R$ 553,92 milhões. Já os centros comunitários de referência receberão um total de R$ 20,16 milhões.

Centros Comunitários de Referência

Os centros comunitários são, segundo o ministério, “pontos de serviço de referência próximos ou dentro das favelas e comunidades para o enfrentamento do novo coronavírus na Atenção Primária à Saúde (APS)”, de forma a fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e aumentar a capilaridade da distribuição das equipes que atuam na atenção primária no país.

Centros de atendimento

Os centros de atendimento foram criados para “conter a transmissibilidade do coronavírus ao reduzir a ida de pessoas com sintomas leves aos serviços de urgências ou hospitais”. Para tanto, atuam na identificação precoce dos casos, com o adequado manejo das pessoas com síndrome gripal e covid-19, de forma a reduzir a circulação de pessoas com sintomas leves em outros serviços de saúde.

“O principal objetivo desses estabelecimentos é o atendimento dos casos de síndrome gripal leve, causada ou não pelo coronavírus. A proposta é que o serviço componha o fluxo de cuidado na Rede de Atenção à Saúde (RAS), atendendo os casos leves e encaminhando os casos graves para a rede de urgência e emergência ou rede hospitalar”, informou a pasta.

Por Agência Brasil – Brasília

Pesquisadores da Unicamp criam modelo para prever mutações da covid-19

Publicado em 18/08/2021

Eles simularam o surgimento de novas variantes

Quanto mais o novo coronavírus circula, maior a chance de ocorrer uma mutação genética e o aparecimento de novas variantes que podem prolongar e agravar a pandemia de covid-19. Um estudo de pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de Campinas (Unicamp) simula o processo de replicação do vírus para compreender suas variações.

Os resultados do estudo conduzido por Vitor Marquioni e Marcus Aguiar foram publicados na revista científica Plos One.

No artigo, os autores ressaltam a importância da vacinação como estratégia para diminuir o surgimento de novas cepas. Segundo eles, as populações que não estão sendo vacinadas e os grupos sociais que se recusam a receber a vacina favorecem o aparecimento de variantes. Os autores fazem ainda um alerta: se o problema não for resolvido urgentemente, a pandemia pode ter um novo pico em escala global.

O trabalho foi financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Modelo

O modelo desenvolvido pelos físicos é baseado em quatro variáveis: as pessoas classificadas como suscetíveis, que podem ser infectadas pelo vírus; as expostas, que estão infectadas mas não infectam outras; as infectadas que podem transmitir a doença para outras; e as recuperadas que não podem mais ser infectadas. O método, conhecido na epidemiologia pela sigla em inglês SEIR, é uma simplificação do cenário para que as possibilidades de mutação e surgimento de variantes do coronavírus possam ser medidas.

Além disso, uma parte do modelo tenta acompanhar as possibilidades de variação da cadeia de RNA, material genético do vírus.

“Nós comparamos os nossos resultados com a inferida evolução genética da SARS-CoV-2 no começo da epidemia na China e encontramos uma boa compatibilidade com a solução analítica do nosso modelo”, destacam os pesquisadores no artigo.

Reinfecções

Os cientistas lembram no trabalho que o surgimento de novas cepas a partir das mutações do vírus está ligado aos casos de pessoas que são infectadas mais de uma vez. “Entender os mecanismos de mutação e variabilidade dos vírus é da maior importância para antecipar desafios futuros, como o surgimento de outras cepas infecciosas ou a perda de imunidade”, ressalta o artigo.

Foram analisadas as mudanças genéticas dos vírus no andamento da pandemia em localidades diferentes. Assim, o modelo mostrou que quando há pouca conexão entre regiões, a diferença genética entre os vírus presentes nessas áreas tende a ser maior. Desse modo, “é esperado um aumento no risco de reinfecção nos contatos entre viajantes em territórios distantes”, enfatizam os autores nas conclusões do estudo.

O que mostra, de acordo com os pesquisadores, que a pandemia, com espalhamento da doença por diversas partes do mundo, aumenta muito as chances de variantes que sejam capazes de infectar mais de uma vez a mesma pessoa do que em uma simples epidemia, localizada em um determinado território.

Por Agência Brasil – São Paulo