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Encontro será realizado na próxima quinta-feira
11/08/2025
Uma reunião online prevista para hoje (11), entre o escritório do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) e Secretaria Extraordinária da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), foi remarcada para a próxima quinta-feira (14). A agenda é para tratar sobre hospedagem em Belém (PA), cidade que sediará o evento em novembro deste ano.

A remarcação foi solicitada pelo Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) e o horário para o novo encontro ainda não foi confirmado.

Os altos preço das acomodações têm gerado manifestações, principalmente de países menos desenvolvidos, sobre impossibilidade de participação e um possível comprometimento da representatividade dos países partes na conferência.

Na última semana uma comitiva do Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas (UNDSS) realizou inspeções nos locais que receberão eventos da COP30, em hospedagens, sistemas de transporte, estruturas de saúde e segurança. Os planos de segurança, saúde e mobilidade apresentados pelos governos federal, estadual e municipal foram aprovados pela equipe técnica da ONU.

Após reafirmar a realização da COP 30 na cidade de Belém, os organizadores brasileiros publicaram nota informando que o número de leitos disponíveis na cidade já supera em mais de 3 mil a demanda gerada pelos 50 mil participantes esperados para a conferência.  

De acordo com o informativo, “o plano de acomodação está sendo implementado em fases, com prioridade para as delegações que participarão diretamente das negociações oficiais da COP30.”

Em uma primeira fase foram reservados 2,5 mil quartos, com tarifas fixadas entre US$ 100 e US$ 600, para as delegações dos 196 países participantes e, no dia 1º de agosto, a plataforma oficial de hospedagem foi lançada, disponibilizando, até a última sexta-feira (8), mais 3,197 quartos. “A expectativa é que novos apartamentos sejam adicionados diariamente”, complementa a nota.

Para complementar a rede hoteleira existente na cidade, também foram contratados dois navios de cruzeiro como 3,9 mil unidades de hospedagem temporária para a COP30. As embarcações ficarão aportadas no Terminal Portuário de Outeiro, em uma das ilhas que compõem o território da cidade, com deslocamento terrestre de cerca de 30 minutos até o Parque da Cidade, onde ocorrerá a conferência.

De acordo com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), as hospedagens também estão sendo ofertadas em etapas, como valores entre U$ 220 e US$ 600 por diária.

* Por Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

 

Publicação afirma ainda que a cúpula do clima da ONU deste ano “certamente será caótica”

11/04/2025

Imagem aérea de Belém, que receberá a COP30 em novembro
05/02/2025
REUTERS/Adriano Machado
Imagem aérea de Belém, que receberá a COP30 em novembro 05/02/2025 REUTERS/Adriano Machado

“Belém é uma cidade esburacada na Amazônia brasileira, quente, pontilhada de esgoto a céu aberto e com poucos leitos de hotel.” É assim que reportagem publicada pela revista britânica The Economist na quarta-feira, 9, define a capital do Pará, que em novembro, sediará a COP30. A publicação afirma ainda que a cúpula do clima da ONU deste ano “certamente será caótica”.

As principais críticas da The Economist são em relação às dificuldades de Belém para acomodar os negociadores do clima que desembarcarão no Pará em novembro. A revista destaca que a cidade de 1,3 milhão de habitantes possui leitos de hotel suficientes para apenas 18 mil visitantes.

Espera-se que outros 5 mil turistas se hospedem em navios de cruzeiro que ficarão ancorados em um porto próximo. “Escolas públicas e quartéis militares estão sendo equipados com ar-condicionado e beliches para se tornarem ‘albergues’. O que normalmente são ‘motéis do amor’ também será uma opção”, escreveu.

The Economist também aponta algumas das obras que estão sendo realizadas em Belém como parte dos preparativos para a COP30. “Um trecho de 13 km de floresta intocada foi derrubado para dar lugar a uma rodovia para aliviar o tráfego de entrada. Alguns projetos de infraestrutura exigiram a dragagem e o preenchimento de rios e canais de esgoto com concreto.”

Em entrevista à publicação, Adler Silveira, secretário de infraestrutura do Pará, afirma que as reformas para a preparação para a crise deixarão um legado positivo.

Por fim, o texto diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Helder Barbalho, governador do Pará, têm tentado criar alternativas à agricultura e à mineração na região. “Ambos promoveram o desenvolvimento de um mercado de créditos de carbono, atraíram investimentos em energia limpa e promoveram o potencial da “bioeconomia”, na qual produtos da floresta tropical são usados para produzir materiais e energia.”

Fonte: Estadão Conteúdo