A recomendação publicada nesta quinta-feira busca enfrentar a exclusão escolar decorrente da pandemia.
Todos os ramos e unidades do Ministério Público brasileiro devem adotar medidas que promovam a busca ativa escolar e a recomposição da aprendizagem, a fim de minimizar os prejuízos decorrentes da pandemia da Covid-19. Isso é o que prevê a Recomendação CNMP nº 94/2022, publicada nesta quinta-feira, 13 de outubro, no Diário Eletrônico do CNMP.
Para isso, a recomendação orienta que os membros do Ministério Público adotem providências para incentivar a elaboração e a implementação dos planos municipais e estaduais de busca ativa e recuperação da defasagem escolar.
De acordo com a norma, as providências devem considerar que a busca ativa envolve a busca e a permanência escolar, assim como deve ser observado que a permanência na escola requer a recuperação da aprendizagem defasada e a identificação das causas da exclusão.
O texto foi apresentado pelo conselheiro Rinaldo Reis na 7ª Sessão Ordinária de 2022. O conselheiro Otavio Luiz, relator da proposição, conseguiu a aprovação durante a 14ª Sessão Ordinária de 2022, realizada em 20 de setembro.
A recomendação estabelece, também, que os ramos e as unidades do Ministério Público promovam atuação articulada entre si, envolvendo os respectivos órgãos de execução com atribuições específicas.
O documento destaca ainda que a atuação dos membros do Ministério Público nas temáticas deverá, na medida do possível, prever ações de fiscalização do financiamento da política de educação.
https://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.png00Gelcy Buenohttps://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.pngGelcy Bueno2022-10-14 20:06:262022-10-14 20:06:29CNMP recomenda que Ministério Público atue a favor da busca ativa escolar e da recomposição da aprendizagem
Decreto presidencial que autoriza o aumento de capital social da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), por meio do aporte das ações da União no capital da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (14).
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a medida garantirá “maior eficiência operacional” à INB, de forma a fortalecer a formação de parcerias e a atração de investimentos privados. “Com o decreto, a INB se tornará uma estatal não dependente da União e, portanto, não receberá mais recursos financeiros do Tesouro para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio geral ou de capital”, informou a pasta.
“A INB já havia atingido a autossuficiência financeira neste ano e agora passa a ser uma subsidiária da ENBPar”, acrescentou.
Em nota, o MME afirma que a alteração acionária trará maior autonomia orçamentária e financeira “e mais eficiência na gestão do caixa por parte da INB”, que passará a ter “maior flexibilidade para estabelecer parcerias com a iniciativa privada”, uma vez que, com a nova legislação, será possível desenvolver “outros modelos de associação com parceiros privados para exploração de jazidas minerais que possuam minérios nucleares”.
Com esses minérios são desenvolvidas tecnologias de diversos tipos, inclusive para equipamentos que fazem uso de radiação para tratar doenças como câncer; ou para evitar proliferação de fungos em alimentos.
https://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.png00Gelcy Buenohttps://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.pngGelcy Bueno2022-10-14 20:00:012022-10-14 20:00:07passa a controlar Indústrias Nucleares do Brasil
DUBAI (Reuters) – A Copa do Mundo de futebol que será realizada no Catar a partir do próximo mês terá áreas para torcedores bêbados ficarem sóbrios, disse o presidente-executivo do evento.
O Mundial, de 20 de novembro a 18 de dezembro, é o primeiro a ser realizado em um país muçulmano com controles rígidos sobre o álcool, apresentando desafios únicos para os organizadores de um evento patrocinado por uma grande marca de cerveja e muitas vezes associado a torcedores que bebem cerveja.
O Catar permitirá que torcedores com ingressos comprem cerveja três horas antes do início do jogo e por uma hora após o apito final, mas não durante a partida, informou a Reuters em setembro, citando uma fonte com conhecimento dos planos para o torneio.
O presidente-executivo da Catar 2022, Nasser Al Khater, disse à Sky News em uma entrevista publicada na quinta-feira que qualquer pessoa que exagere será cuidada.
“Eu sei que existem planos para as pessoas ficarem sóbrias se… elas beberem excessivamente”, disse Al Khater, acrescentando que a medida visa garantir que elas estejam seguras e não causem danos aos outros ou a si mesmas, e que foi “uma boa ideia”.
Al Khater também repetiu as garantias de que torcedores LGBTQ+ serão bem-vindos e se sentirão à vontade no Catar. A homossexualidade é ilegal no Catar, assim como em muitos países do Oriente Médio.
“Todos são bem-vindos aqui e todos se sentirão seguros quando vierem ao Catar”, disse ele quando perguntado sobre sua mensagem aos torcedores LGBTQ+.
Quando questionado se isso incluía torcedores gays de mãos dadas em público, ele afirmou: “Sim” e disse “sim” novamente quando perguntado se isso era uma mensagem de segurança.
Os organizadores do torneio enfatizaram anteriormente que todos, independentemente de sua orientação sexual ou origem, são bem-vindos no Catar, ao mesmo tempo em que alertaram os torcedores contra demonstrações públicas de afeto.
https://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.png00Gelcy Buenohttps://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.pngGelcy Bueno2022-10-14 19:50:452022-10-14 19:50:48Copa do Mundo do Catar terá áreas para torcedores bêbados ficarem sóbrios
Preços ofertados ficaram em média 26,38% abaixo do teto do pregão
Publicado em 14/10/2022
Linhas de transmissão de energia, energia elétrica
Em leilão promovido nesta sexta-feira (14) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Ministério de Minas e Energia, foram negociados R$ 6,57 bilhões em contratos de energia. Serão 22 empreendimentos de nove estados, que deverão investir R$ 2,95 bilhões. Foram contratados 176,8 megawatts (MW) de energia ao preço médio de R$ 237,48 por megawatt-hora (MWh), que devem começar a ser fornecidos em 2027. O leilão foi operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, em São Paulo.
A hidrelétrica foi a fonte com maior número de empreendimentos contratados, 12, dos quais nove são pequenas centrais. As usinas estão situadas nos estados de Santa Catarina, de Goiás, do Paraná e de Mato Grosso.
Foram contratados também quatro empreendimentos de energia solar em Minas Gerais e na Paraíba. Bahia e Rio Grande do Norte terão três projetos de energia eólica. A biomassa de cana-de-açúcar será responsável pela geração de eletricidade em duas usinas em Goiás. E São Paulo vai ter um empreendimento que fornecerá energia a partir de lixo urbano.
Os preços ofertados ficaram, em média, 26,38% abaixo do teto do leilão. O maior deságio foi das usinas de biomassa, que ofereceram preços 40% menores do que o teto. As usinas solares foram contratadas por valores 38,78% abaixo do preço máximo. A energia eólica foi negociada por valores 26,9% menores do que o inicial. As hidrelétricas ofereceram preço 20,46% abaixo do teto. A usina a partir de resíduos sólidos urbanos fechou contrato com preço praticamente igual ao máximo, com deságio de apenas 0,01%.
Do total contratado, 87,3 megawatts são de hidrelétricas; 51,8 MW de fontes solares; 23,5 MW de usinas eólicas; 13 MW de biomassa e 1,2 MW de geração a partir de resíduos sólidos.
*Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil – São Paulo
Bolsa de valores cai 1,95% e atinge menor nível no mê
Publicado em 14/10/2022
Os receios sobre os juros nos Estados Unidos provocaram instabilidade no mercado financeiro global. O dólar ultrapassou os R$ 5,30 pela primeira vez desde o fim de setembro. A bolsa de valores caiu quase 2% e teve o maior recuo semanal em quatro meses.
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (14) vendido a R$ 5,323, com alta de R$ 0,05 (+0,94%). A cotação iniciou o dia em queda, chegando a cair para R$ 5,24 por volta das 10h. No entanto, disparou após a abertura dos mercados norte-americanos, até fechar próxima das máximas do dia.
Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana subiu 2,1% na semana. A divisa, no entanto, acumula queda de 1,33% em outubro, graças ao forte recuo na semana posterior ao primeiro turno das eleições presidenciais. Em 2022, o dólar cai 4,54%.
O dia também foi marcado pela turbulência no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 112.072 pontos, com queda de 1,95%. O indicador operou em alta nos primeiros minutos de sessão, para cair fortemente após o início das operações das bolsas norte-americanas.
O Ibovespa encerrou a semana com queda acumulada de 3,77%, o maior recuo semanal desde meados de junho. O índice ainda acumula alta de 1,85% no mês, também graças à euforia no mercado financeiro após o primeiro turno das eleições.
Um dia após a divulgação de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos ficou em 0,4% em setembro e voltou a acelerar em relação a agosto, o mercado global teve um dia de ajustes. Nem a decisão da primeira-ministra britânica, Liz Truss, de voltar atrás no corte de impostos dos mais ricos aliviou o clima entre os investidores.
As bolsas norte-americanas, que tiveram forte alta ontem (13), caíram hoje, em decorrência de um movimento de correção. Novas declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) de que pretendem continuar rigorosos no combate à inflação reavivaram os receios de aumento de juros acima do previsto. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.
Os temores de uma recessão global e novas medidas de lockdown na China fizeram os preços do petróleo caírem. Mesmo com a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de cortar a oferta, a cotação do barril do tipo Brent recuou 3,1%, para US$ 91,63.
https://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.png00Gelcy Buenohttps://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.pngGelcy Bueno2022-10-14 19:35:532022-10-14 19:36:29Dólar sobe para R$ 5,32 com receios sobre juros nos Estados Unidos
Augusto Aras afirma que dispositivo violou devido processo legal, pois não passou por deliberação parlamentar
Foto: Leonardo Prado/Secom/MPF
O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo a inconstitucionalidade formal do art. 2º da Lei 14.365/2022, que revogou os parágrafos 1º e 2º do art. 7º da Lei 8.906/1994, também conhecida como Estatuto da Advocacia. A retirada dos trechos concedeu à classe benefícios como ter vista dos autos ou retirar processos em segredo de Justiça e documentos originais de difícil restauração. No entanto, também anulou a imunidade profissional durante o exercício das atividades. Segundo os autos, o trecho foi incluído por equívoco na redação final do Projeto de Lei (PL) 5.284/2020. Para o PGR, o dispositivo violou o devido processo legal, previsto na Constituição Federal, pois não passou por prévia deliberação parlamentar.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.231, com pedido de medida cautelar, foi ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) sob o argumento de que as alterações não foram submetidas à devida deliberação legislativa. Diante disso, foi alegado que houve erro material durante a aprovação do projeto de lei que implementou a mudança. O Conselho ainda afirmou que, ao suprimir importante prerrogativa da advocacia – a imunidade de manifestação no exercício da atividade – o dispositivo questionado causaria prejuízo a toda classe de advogados.
Para Augusto Aras, durante a tramitação do PL na Câmara dos Deputados foi possível verificar que o texto da proposição original não continha nenhuma menção à revogação dos parágrafos 1º e 2º, apenas novas propostas para serem incluídas e alterações textuais. De acordo com o PGR, não houve nenhuma referência sobre conceder aos advogados autorização para carregar autos em segredo de Justiça ou que contenham documentos de difícil restauração, muito menos o de revogar o direito à imunidade profissional. “Até o momento da apresentação da redação final do PL 5.284/2020 na Câmara dos Deputados, não houve discussão ou deliberação quanto à supressão dos dispositivos alvo do presente questionamento”, frisa.
No parecer, o PGR cita explicação do Parlamento de que a equipe técnica da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania ao receber a proposta entendeu que o texto dava nova redação aos parágrafos 1º e 2º do art. 7º, quando, na verdade, pretendia incluir outros parágrafos ao dispositivo, com a manutenção do conteúdo já vigente. Augusto Aras ressalta também que, no momento da aprovação da redação final, não é possível acrescentar, suprimir ou alterar nenhum dispositivo da proposição, apenas fazer retoques que não alterem de forma substancial o conteúdo aprovado por deliberação definitiva do Plenário.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social – Procuradoria-Geral da República(61) 3105-6409 / 3105-6400pgr-imprensa@mpf.mp.brhttps://saj.mpf.mp.br/saj/facebook.com/MPFederaltwitter.com/mpf_pgrinstagram.com/mpf_oficialwww.youtube.com/canalmpf
https://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.png00Gelcy Buenohttps://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.pngGelcy Bueno2022-10-13 13:30:542022-10-13 13:31:23É inconstitucional trecho de lei que revoga parágrafos do Estatuto da Advocacia e altera direitos de advogados, diz PGR
É possível, em acordo celebrado em ação de divórcio, dispor sobre a manutenção do ex-cônjuge como dependente em plano de saúde fechado, restrito a servidores públicos.
Esse foi o entendimento da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao julgar recurso do Estado da Bahia contra decisão monocrática do desembargador convocado Manoel Erhardt, que, reformando acórdão do tribunal de origem, determinou a reintegração da ex-esposa de um servidor ao plano de saúde gerido pela Secretaria de Administração estadual.
O recorrente sustentou que, ao se divorciar, a ex-esposa do servidor perdeu, automaticamente, a condição de dependência, uma vez que não haveria previsão legal que amparasse sua pretensão de permanecer assistida pelo plano de saúde dos servidores estaduais – tese acolhida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) ao julgar a controvérsia.
O TJBA levou em consideração que o plano de saúde é fechado, “acessível apenas a uma categoria específica, qual seja, a dos servidores públicos estaduais em atividade e, consequentemente, seus dependentes”.
A assistência à saúde tem caráter alimentar
Relator do caso no STJ, Manoel Erhardt reafirmou as razões de sua decisão monocrática e foi acompanhado de forma unânime pela Primeira Turma. Ele recordou que a jurisprudência da corte considera não haver nenhuma ilegalidade no acordo de divórcio que estabelece a manutenção de ex-cônjuge no plano de saúde do outro, tendo em vista o caráter alimentar dessa prestação.
O magistrado mencionou como precedentes o RMS 43.662, da Quarta Turma, e o REsp 1.454.504, da Terceira Turma. No segundo, entendeu-se, inclusive, que o ônus da manutenção do ex-cônjuge será do titular, e não do órgão de saúde suplementar.
“A despeito das bem lançadas alegações da parte agravante [Estado da Bahia], razão não lhe assiste”, afirmou o relator.
https://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.png00Gelcy Buenohttps://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.pngGelcy Bueno2022-10-13 12:34:072022-10-13 12:34:12Acordo celebrado em ação de divórcio pode manter ex-cônjuge em plano de saúde de servidor
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, decidiu que a aquisição de metade do imóvel não impede o reconhecimento da usucapião especial urbana. Segundo o colegiado, o fato de os moradores, autores do pedido, já terem a metade da propriedade não atrai a vedação do artigo 1.240 do Código Civil (CC), que impõe como condição não possuir outro imóvel urbano ou rural.
Com base nesse entendimento, a turma deu provimento ao recurso especial de um casal que ajuizou ação de usucapião urbana, alegando estar há mais de cinco anos na posse mansa e pacífica de um apartamento situado no Rio de Janeiro, além de preencher todos os outros requisitos do artigo 1.240 do CC.
Julgada improcedente a ação, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou provimento à apelação do casal, sob o entendimento de que os recorrentes não cumpriram um dos requisitos para a aquisição da propriedade com fundamento na usucapião constitucional, qual seja, não possuir outro imóvel urbano, uma vez que eles seriam proprietários da outra metade do imóvel que pretendiam usucapir.
Ao STJ, o casal alegou que reside no apartamento, como se fosse dono, desde 1984, após a falência da imobiliária responsável pelo aluguel. Os recorrentes sustentaram, ainda, que arremataram a metade do imóvel há mais de 35 anos e, desde então, exercem com exclusividade a posse para fins de moradia.
Os moradores não possuíam moradia própria
O relator do recurso, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, observou que, de acordo com a doutrina, os constituintes instituíram a usucapião especial urbana para contemplar as pessoas sem moradia própria, daí a exigência de que o autor do pedido não seja proprietário de outro imóvel.
“Sob essa perspectiva, o fato de os recorrentes serem proprietários da metade ideal do imóvel que pretendem usucapir não parece constituir o impedimento de que trata o artigo 1.240 do Código Civil, pois não possuem moradia própria, já que, eventualmente, teriam que remunerar o coproprietário para usufruir com exclusividade do bem”, afirmou.
O magistrado destacou que a jurisprudência do STJ admite a usucapião de bem em condomínio, desde que o condômino exerça a posse com exclusividade. Esse entendimento – acrescentou – pode ser aplicado ao caso dos autos, pois os recorrentes agiram como donos exclusivos: adquiriram metade do imóvel e pagaram todas as taxas e tributos incidentes sobre ele, além de realizarem benfeitorias.
“Tendo os recorrentes (i) permanecido no imóvel durante ao menos 30 anos, de 1984 até 2003, data da propositura da ação, sem contrato de locação regular, (ii) sem ter pagado alugueres, (iii) tendo realizado benfeitorias, (iv) tendo se tornado proprietários da metade do apartamento, (v) adimplido com todas as taxas e tributos, inclusive taxas extraordinárias de condomínio, não há como afastar a hipótese de transmudação da posse, que passou a ser exercida com animus domini“, concluiu o magistrado ao dar provimento ao recurso especial.
https://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.png00Gelcy Buenohttps://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.pngGelcy Bueno2022-10-13 12:29:542022-10-13 12:30:03Para Terceira Turma, aquisição de metade do imóvel não impede reconhecimento da usucapião
Devido à crise que alguns países da Europa estão enfrentando, alguns pontos turísticos que são conhecidos por conta de sua luminosidade acabaram ficando mais escuros. Diversos países do continente também têm “freado” o uso de aquecedores com a chegada do inverno.
Em Paris, na França, as luzes de diversos pontos turísticos estão sendo desligadas mais cedo. A iluminação da Torre Eiffel, por exemplo, está sendo desligada todos os dias 1h e 15 minutos mais cedo do padrão conhecido pela população.
As luzes da pirâmide do museu do Louvre também estão sendo desligadas duas horas antes do habitual, e as do Palácio de Versalhes, uma hora mais cedo. A partir de 15 de outubro, a avenida Champs-Élysées também será afetada, com luzes apagadas três horas antes do normal. No Natal, medidas de economia de energia deverão ser adotadas.
A preocupação com o consumo de energia na Europa cresceu após cortes no fornecimento de gás por parte da Rússia, que enfrenta uma guerra contra a Ucrânia, e adotou a medida em resposta às sanções impostas pelo Ocidente.
Outros países como Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha adotaram medidas parecidas para lidar com a crise.
https://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.png00Gelcy Buenohttps://murray.adv.br/wp-content/uploads/2016/06/logo-murray-advogados-300x138.pngGelcy Bueno2022-10-13 12:23:222022-10-13 12:23:30Crise de energia: Luzes da Torre Eiffel e de outros pontos turísticos são desligadas mais cedo
O veículo aéreo não tripulado Orion recebeu os sistemas de armamentos mais modernos e poderá ser usado no mundo todo.
Em 2020, as Forças Armas russas receberam os três primeiros drones de ataque Orion, desenvolvidos pela empresa russa Kronstadt. Esses veículos aéreos pertencem à classe de voo longo de média altitude, conhecidos nos países da Otan como “MALE” (Medium Altitude Long Endurance, em inglês).
Os drones desta classe têm uma capacidade de carga significativa, o que faz deles uma boa plataforma para levar mísseis e bombas. Com envergadura de mais de 16 metros e comprimento de 8 metros, o Orion tem um peso de decolagem de uma tonelada. Segundo especialistas militares, a carga útil é de até 250 kg.
O drone pode voar a altitudes de até 7,5 km a uma velocidade de até 120 km/h. Dependendo da carga e da configuração, o Orion pode permanecer no ar por até 24 horas.
O drone russo é equipado com um conjunto de sistemas radioeletrônicos de múltiplas funções que inclui uma estação optoeletrônica na parte inferior para realizar o reconhecimento, buscar alvos e monitorar os resultados do ataque.
O Orion foi projetado para transportar e lançar mísseis guiados, bombas de vários tipos e disparar projéteis de pequeno calibre.
“Os especialistas russos criaram uma grande variedade de bombas aéreas guiadas para o Orion e outros veículos aéreos não tripulados de ataque médios e pesados que estão em desenvolvimento”, diz o professor da Academia de Ciências Militares, Vadim Koziúlin.
“Sua principal arma é a bomba planadora UPAB-50 com uma ogiva do sistema de mísseis ‘Grad’. O Orion também pode levar bombas guiadas a laser ou infravermelho KAB-50”, diz.
As menores bombas que podem ser instaladas no drone são os KAB-20, que pesam cerca de 21 kg e carregam 7 kg de explosivos.“No futuro, o Orion também receberá novas bombas com orientação por satélite”, diz Koziúlin.
Além das bombas, o drone pode lançar mísseis, como, por exemplo, o míssil guiado X-50 criado especialmente para esse drone e que tem 1,8 metros de comprimento e um corpo de 180 mm de diâmetro. A arma pesa 50 kg, com uma ogiva de cerca de 20 kg.
“Com a ajuda de sistemas óticos, o Orion pode estudar o terreno, buscar alvos e escolher que tipo de bombas ou mísseis devem ser lançados. O drone pode eliminar alvos terrestres a vários quilômetros de distância”, explica Koziúlin.
Bombas e mísseis com ogivas de 7 a 20 kg podem eliminar veículos blindados leves e infraestrutura não protegida.
“A Rússia está tentando seguir os Estados Unidos na fabricação de drones. As aeronaves norte-americanas já foram amplamente utilizadas no Iraque e no Afeganistão nas operações da Otan. Assim, os EUA têm mais experiência e já criaram diversas modificações de drones para diferentes tipos de operações”, diz Koziúllin.
“O Orion russo foi testado apenas em 2018, na Síria, como uma unidade de reconhecimento e não como uma arma. Assim, a Rússia tem muito trabalho a fazer para que o drone russo possa competir com o X-47B ‘Pegasus’ ou MQ-9 ‘Reaper’ estrangeiros”, completou o especialista.
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