Pedido de CPI da Copa chega à Mesa do Congresso

Autor do requerimento pretende que senadores e deputados investiguem suspeitas de superfaturamento em obras como reformas de estádios e aeroportos.

O Brasil terá 12 cidades-sede que receberão jogos da Copa de 2014, como Brasília, onde o Estádio Nacional Mané Garrincha também foi palco da Copa das Confederações.

Foi protocolado dia ontem na Mesa do Congresso requerimento pedindo a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista para investigar supostos desvios de recursos públicos em obras de preparação para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil.

A CPI vai atender uma das pautas das manifestações que ganharam as ruas do país no mês passado. Se confirmada, a CPI mista deve ser composta por 15 senadores e 15 deputados, com o mesmo número de suplentes, e ter prazo de funcionamento de 180 dias. A Mesa do Congresso fará conferência das assinaturas.

O autor do requerimento é o deputado federal Izalci (PSDB-DF). Ele conseguiu assinaturas de 192 deputados e 28 senadores. Para a abertura de CPI mista, é necessário o apoio de pelo menos 171 deputados e 27 senadores. Izalci disse que já analisou 180 acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre obras da Copa. Segundo ele, os documentos trazem indícios de superfaturamentos em reformas de aeroportos e estádios. Sobre possíveis retiradas de assinaturas que inviabilizariam a criação da CPI, o deputado disse acreditar que conseguirá mais adesões.

PT discorda
Wellington Dias (PT-PI) afirmou que a bancada do PT no Congresso acredita não existirem fatos concretos relevantes que justifiquem a criação da CPI, como exige a Constituição.

Alvaro Dias (PSDB-PR), por sua vez, parabenizou o deputado e reiterou que a CPI da Copa vai apurar supostos desvios de recursos públicos. Ele disse esperar que não haja uma “operação abafa”.
— Teremos revelações importantes. Que essa CPI se instale e possa trabalhar, possa aprofundar as investigações. Que não haja a operação abafa para impedir a revelação de eventuais irregularidades. O Brasil não suporta esse escândalo do superfaturamento de obras para a Copa do Mundo — afirmou o senador.

Na opinião de Alvaro, a CPI será fundamental para a responsabilização civil e criminal, se, eventualmente, agentes públicos se envolveram em falcatruas na concretização de obras para a Copa.

Fonte: Jornal do Senado

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