O novo secretário do Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Daniel Godinho, disse nesta segunda-feira (2) que ainda não está decidido se o imposto mais alto de importação para uma lista de cem produtos será ou não prorrogado em outubro. A declaração vai contra o que foi anunciado oficialmente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início de agosto.
Na ocasião, Mantega disse que o aumento do impostos valerá apenas até setembro, momento em que as alíquotas voltarão ao seu patamar original. Além disso, o ministro disse que não será mais elaborada uma nova lista com outros cem produtos que também teriam impostos mais alto, como havia sido previsto.

O objetivo de reduzir os impostos sobre importação é reduzir o repasse do aumento do dólar –que encarece os produtos comprados no exterior– para a inflação.

Questionado se a redução dos impostos não limitaria o impacto do câmbio mais alto na contenção do crescimento das importações, Godinho disse que não está decidido ainda se a alíquota mais alta será prorrogada ou não. Segundo ele, o tema será debatido na Camex (Câmara de Comércio Exterior), órgão formado por sete ministérios, entre eles, a Fazenda e o Mdic.

“Em primeiro lugar, cabe destacar que ainda não há uma definição sobre o que ocorrerá com a lista. Ele (Mantega) anunciou a intenção do Ministério da Fazenda de acabar com a lista. Esse tema será debatido no âmbito da Camex, haverá uma discussão sobre o que fazer”, disse.
Após a resposta, os jornalistas perguntaram se havia uma mudança então em relação ao que já havia sido anunciado em coletiva de imprensa por Mantega. Godinho manteve a mesma posição.

“O ministro Mantega anunciou o desejo de que esses cem produtos não seriam renovados. É uma decisão a ser tomada no âmbito da Camex. Esse tema será objeto de discussão na próxima reunião”, afirmou.

O próximo encontro da Camex está previsto para segunda-feira que vem.

Procurada, a Fazenda disse que não houve alteração do que foi anunciado pelo ministro Guido Mantega em coletiva. Não houve mudanças em relação à decisão de não prorrogar o imposto maior, informou a assessoria de imprensa do ministério.

Fonte: Folha de S. Paulo

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