Portugal prorroga suspensão de voos da Grã-Bretanha e do Brasil

Publicado em 29/03/2021 – 08:40

Medida agora vale até meados de abril

Portugal prorrogou nesta segunda-feira (29) uma suspensão dos voos de e para a Grã-Bretanha e o Brasil até 15 de abril, sendo permitidos apenas voos humanitários e de repatriamento, disse o Ministério da Administração Interna português em comunicado.

O país, que até agora relatou 16.837 mortes e 820.407 casos de covid-19, suspendeu os voos de e para o Brasil e o Reino Unido em janeiro para evitar a propagação de variantes do coronavírus.

A nova variante, inicialmente descoberta na Grã-Bretanha, foi parcialmente responsável por um aumento devastador no número de casos no início de 2021, colocando os hospitais sob forte tensão. A situação melhorou drasticamente desde então.

Os passageiros autorizados a regressar a Portugal, provenientes da Grã-Bretanha ou do Brasil, bem como da África do Sul, têm de apresentar teste negativo realizado no máximo 72 horas antes da partida e de quarentena durante 14 dias.

Está agora em vigor plano para aliviar gradualmente um bloqueio nacional imposto em 15 de janeiro para enfrentar o que então era o pior surto de covid-19 do mundo, mas as autoridades disseram que dariam um passo atrás se necessário.

Por *Reuters – Lisboa

Fonte: *Agência Brasil

Butantan entrega mais 5 milhões de doses da CoronaVac ao Brasil

Publicado em 29/03/2021 – 10:53

Total de doses disponibilizado em março soma 19,3 milhões

O Instituto Butantan liberou hoje (29) mais 5 milhões de doses da vacina CoronaVac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em todo o mês de março, já foram entregues 19,3 milhões de doses, mais do que o disponibilizado em janeiro e fevereiro.

Com o novo carregamento, o total de imunizantes disponibilizado pelo instituto ao PNI chega a 32,8 milhões de doses desde 17 de janeiro. Até o fim de abril, o total de vacinas garantidas pelo Butantan somará 46 milhões.

De acordo com as informações do governo do estado de São Paulo, a previsão é de que o Butantan entregue outras 54 milhões de doses para vacinação até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. Atualmente, 85% das vacinas disponíveis no país contra a covid-19 são do Butantan.

Segundo o instituto, a produção da vacinas segue em ritmo constante e acelerado “No último dia 4, uma remessa de 8,2 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), correspondente a cerca de 14 milhões de doses, desembarcou em São Paulo para produção local. Outros 11 mil litros de insumos enviados pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional no desenvolvimento do imunizante mais usado no Brasil contra a covid-19, chegaram ao país em fevereiro”, informou o Butantan.

Fonte: Agência Brasil – São Paulo

Para Terceira Turma, direito real de habitação não admite extinção de condomínio nem cobrança de aluguel

29/03/2021

Na sucessão por falecimento, a extinção do condomínio em relação a imóvel sobre o qual recai o direito real de habitação contraria a própria essência dessa garantia, que visa proteger o núcleo familiar. Também por causa dessa proteção constitucional e pelo caráter gratuito do direito real de habitação, não é possível exigir do ocupante do imóvel qualquer contrapartida financeira em favor dos herdeiros que não usufruem do bem.

A tese foi reafirmada pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao reformar acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que havia declarado a extinção do condomínio e condenado a companheira do falecido e a filha do casal, que permaneciam no imóvel, ao pagamento de aluguel mensal às demais herdeiras.

Apesar de reconhecer o direito real de habitação da companheira, o TJSP entendeu que essa prerrogativa não impede a extinção do condomínio formado com as demais herdeiras, filhas de casamento anterior do falecido. Em consequência, o tribunal determinou a alienação do imóvel, com a reserva do direito real de habitação.

Moradia digna
A relatora do recurso no STJ, ministra Nancy Andrighi, explicou que o direito real de habitação reconhecido ao cônjuge ou companheiro sobrevivente decorre de imposição legal (artigos 1.831 do Código de Processo Civil de 2015 e 7º, parágrafo único, da Lei 9.278/1996) e tem natureza vitalícia e personalíssima, o que significa que ele pode permanecer no imóvel até a morte.

“Sua finalidade é assegurar que o viúvo ou viúva permaneça no local em que antes residia com sua família, garantindo-lhe uma moradia digna”, afirmou a ministra, lembrando que esse direito também é reconhecido aos companheiros – mesmo após a vigência do Código Civil de 2002, o qual, segundo o STJ, não revogou da Lei 9.278/1996.

De acordo com a relatora, a intromissão do Estado na livre capacidade das pessoas de disporem de seu patrimônio só se justifica pela proteção constitucional garantida à família. Dessa forma, apontou, é possível, em exercício de ponderação de valores, a mitigação de um deles – relacionado aos direitos de propriedade – para assegurar o outro – a proteção do grupo familiar.

Nancy Andrighi também destacou que o artigo 1.414 do Código Civil é expresso em relação ao caráter gratuito do direito real de habitação. Para a ministra, de fato, seria um contrassenso atribuir ao viúvo a prerrogativa de permanecer no imóvel e, ao mesmo tempo, exigir dele uma contrapartida pelo uso do bem.

Irmãs
Em seu voto, a ministra chamou a atenção para o fato de que o TJSP condenou não só a companheira do falecido ao pagamento de aluguéis, mas também a filha do casal – que é irmã por parte de pai das demais herdeiras. Nesse ponto, a ministra destacou que o artigo 1.414 do Código Civil assegura ao detentor do direito real a prerrogativa de habitar na residência não apenas em caráter individual, mas com a sua família.

“Sendo assim, não podem os herdeiros exigir remuneração da companheira sobrevivente, nem da filha que com ela reside no imóvel”, concluiu a magistrada ao reformar o acórdão do TJSP e julgar improcedentes os pedidos de extinção do condomínio e arbitramento de aluguéis.

REsp1846167

Fonte: STJ

TRF3 disponibiliza formulário eletrônico para peticionamento em processos físicos

29/03/2021

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) disponibilizou formulário eletrônico de peticionamento para processos que ainda tramitam em suporte físico e não tenham sido convertidos para o sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). A medida é regulamentada pela Resolução Pres nº 400/2021, que entra em vigor a partir de 30 de março.

A iniciativa atende ao Acordo de Cooperação firmado entre o TRF3 e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB/SP) que tem como objetivo facilitar o acesso ao Poder Judiciário. O mecanismo considera, também, o estágio avançado de digitalização dos processos e a experiência do trabalho remoto nos Fóruns e no Tribunal, em razão da pandemia.

O protocolo mediante formulário será limitado ao tamanho de três megabytes, incluídos a petição e anexos, sendo vedado o encaminhamento de arquivos de mídia de som e imagem por esse meio.

Segundo a norma, o autor da petição é responsável pela qualidade e fidelidade do material transmitido e poderá solicitar ao juízo processante a conversão do processo em suporte físico para eletrônico. Cabe ao advogado apresentar os arquivos em formatos aceitos pelo sistema PJe, nos termos da Resolução PRES nº 88/2017.
No caso de impedimentos ao peticionamento eletrônico, o protocolo deverá ocorrer fisicamente. Quanto à contagem de prazo, será considerada a data do preenchimento e envio do formulário eletrônico, acompanhado dos respectivos documentos.

Resolução PRES nº 400, de 11 de março de 2021

Fonte: TRF3

Seguro-garantia traz mais eficiência e tranquilidade ao processo de execução

28/03/2021

​​Nas palavras da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi​, o seguro-garantia pode ser definido como o contrato pelo qual uma seguradora presta garantia de proteção aos interesses do credor (segurado) relativos ao cumprimento de uma obrigação (legal ou contratual), nos limites da apólice. Nessa espécie contratual – explicou –, o devedor é o tomador da garantia perante a seguradora, com a indicação de seu credor como segurado e beneficiário direto da prestação ou indenização a ser implementada pela seguradora se o sinistro – ou seja, o inadimplemento – se concretizar.

Segundo a ministra, esse ramo securitário foi concebido no ordenamento jurídico brasileiro, inicialmente, para a garantia do cumprimento de obrigações assumidas em contratos privados e na contratação de obras e serviços pela administração pública.

“Até então, não se cogitava, ao menos no plano normativo, da possibilidade de oferecimento do seguro-garantia em sede de processo judicial. Essa figura apenas surgiu quando da publicação da Circular 232/2003 da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que regulamentou, entre as várias modalidades de seguro-garantia, aquela destinada a garantir o pagamento de valor correspondente aos depósitos em juízo que o tomador necessite realizar no trâmite de procedimentos judiciais”, afirmou (a Circular 232/2003 foi revogada pela Circular 477/2013 da Susep).

A magistrada lembrou que a hipótese foi incorporada ao Código de Processo Civil de 1973, que estabeleceu a possibilidade de substituição da penhora por fiança bancária ou seguro-garantia judicial, desde que acrescido ao valor do débito o percentual de 30%.

De acordo com a magistrada, mais recentemente, o Código de Processo Civil de 2015 trouxe importante modificação nesse tema, ao dispor sobre a ordem preferencial de bens e a substituição da penhora, expressamente equiparando a fiança bancária e o seguro-garantia judicial ao dinheiro (artigo 835, parágrafo 2º).

Efeitos jurí​​dicos

Diante dessa inovação, a Terceira Turma do STJ se posicionou no sentido de que, na fase de cumprimento de sentença, “a fiança bancária e o seguro-garantia judicial produzem os mesmos efeitos jurídicos que o dinheiro para fins de garantir o juízo, não podendo o exequente rejeitar a indicação, salvo por insuficiência, defeito formal ou inidoneidade da salvaguarda oferecida”.

Ao dar provimento ao REsp 1.691.748, o relator, ministro Villas Bôas Cueva, destacou que o seguro-garantia judicial harmoniza o princípio da máxima eficácia da execução para o credor com o princípio da menor onerosidade para o executado, conferindo proporcionalidade aos meios de satisfação de crédito.

O ministro também foi o autor do voto que prevaleceu no julgamento do REsp 1.838.837 na Terceira Turma, o qual reafirmou o entendimento de que o seguro-garantia judicial produz os mesmos efeitos jurídicos que o dinheiro, seja para garantir o juízo da execução, seja para substituir outro bem que tenha sido penhorado.

De acordo com o magistrado, embora o parágrafo 2º do artigo 835 do CPC se refira à “substituição da penhora” – o que pressupõe ter havido penhora anterior –, o dispositivo não pode sofrer tal restrição. “Não faria nenhum sentido condicionar a eficácia do dispositivo à prévia garantia do juízo segundo a ordem estabelecida no artigo 835 do CPC/2015 para, somente após, admitir a substituição do bem penhorado por fiança bancária ou seguro-garantia judicial. Tal exigência, além de inócua, serviria apenas para retardar a tramitação da demanda, contrariando o princípio da celeridade processual”, observou.

O colegiado reformou acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo que rejeitou a substituição da penhora por seguro-garantia, ao fundamento de que a lei daria preferência à penhora sobre dinheiro em espécie, depósito bancário ou aplicação financeira. No caso, a parte exequente contestou a garantia oferecida diante do “iminente risco” de frustração da execução por falta de idoneidade da apólice.

Para Villas Bôas Cueva, “a idoneidade da apólice de seguro-garantia judicial deve ser aferida mediante verificação da conformidade de suas cláusulas às normas editadas pela autoridade competente – no caso, pela Susep –, sob pena de desvirtuamento da verdadeira intenção do legislador ordinário”.

Crédito não tribut​​ário

Em 2019, a Primeira Turma entendeu que é cabível a suspensão da exigibilidade do crédito não tributário a partir da apresentação da fiança bancária ou do seguro-garantia judicial, desde que em valor não inferior ao do débito constante da petição inicial, acrescido de 30%.

O relator do EREsp 1.381.254, ministro Napoleão Nunes Maia Filho (aposentado), explicou que o entendimento contemplado na Súmula 112, de que o depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for integral e em dinheiro, não se estende aos créditos não tributários originados de multa administrativa imposta no exercício do poder de polícia.

Para o relator, como não existe previsão legal de suspensão de exigibilidade de crédito não tributário na legislação brasileira, é possível aplicar à hipótese, por analogia, o artigo 848 do CPC.

Napoleão Maia Filho reforçou que, para o legislador, no momento em que a Fazenda Pública exige o pagamento da dívida ativa, tanto o dinheiro quanto a fiança ou o seguro-garantia judicial são colocados imediatamente à sua disposição. “Daí por que a liquidez e certeza do seguro-garantia fazem com que ele seja idêntico ao depósito em dinheiro”, afirmou.

O mesmo entendimento, contudo, não pode ser aplicado nos casos de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, cujas hipóteses estão taxativamente previstas no artigo 151 do Código Tributário Nacional. A jurisprudência do tribunal é no sentido de que a prestação de caução, mediante o oferecimento de seguro-garantia e fiança bancária, apenas serve para garantir o débito exequendo, em equiparação ou antecipação à penhora, com o escopo precípuo de viabilizar a expedição de Certidão Positiva com Efeitos de Negativa e a oposição de embargos (AgInt no REsp 1.854.357).

Execu​​ção fiscal

A jurisprudência também é firme no sentido de não admitir o uso do seguro-garantia judicial como caução na execução fiscal, por ausência de norma legal disciplinadora do instituto.

No AREsp 266.570, o relator, ministro Herman Benjamin, citou precedentes que explicam que a referida caução não está inserida na ordem legal de garantias que podem ser oferecidas pelo executado, nos termos do artigo 9º da Lei 6.830/1980. Para o ministro, esse diploma legal é a norma especial que regula o processo executivo fiscal, sendo inadmissível o uso do seguro-garantia sem que nele esteja previsto.

Apesar de seu caráter subsidiário, o STJ possui entendimento de que a norma do artigo 835, parágrafo 2º, do CPC – que exige, na substituição da penhora por fiança bancária ou seguro-garantia judicial, que o valor corresponda ao débito atualizado acrescido de 30% – também é aplicável às execuções fiscais.

Segundo afirmou Herman Benjamin, no julgamento do REsp 1.841.110, apenas nas hipóteses de garantia originária da dívida fiscal não é razoável exigir acréscimo de 30%.

O ministro explicou que o dispositivo do CPC tem por finalidade evitar que o transcurso do tempo torne insuficiente a garantia prestada por meio de fiança bancária. Ele ressaltou que é indispensável verificar, em cada caso, se a garantia oferecida contém cláusulas específicas que preservem o valor, sob pena de ser exigível o acréscimo previsto no CPC para sua utilização, nos termos admitidos no artigo 9º, II, da Lei de Execução Fiscal.

No caso em análise, o ministro verificou que a hipótese não seria de substituição de penhora, mas de garantia inicial prestada em execução fiscal, logo após a citação da parte devedora, razão pela qual, em tese, não se aplicaria o acréscimo de 30%.

Recuperação ju​dicial

Em agosto de 2020, a Terceira Turma definiu que compete ao juízo da recuperação prosseguir com os atos executórios contra uma empresa em recuperação, na hipótese de ter sido oferecido seguro- garantia nos autos da execução decorrente de ação trabalhista.

No julgamento do CC 161.667, o relator, Villas Bôas Cueva, explicou que, no seguro-garantia judicial, a relação existente entre o garantidor (seguradora) e o credor (beneficiário) é distinta daquela existente entre o credor (exequente) e o garantidor do título (coobrigado), visto que, no primeiro caso, a relação resulta do contrato de seguro firmado e, no segundo, do próprio título. Esse é o motivo – ressaltou – pelo qual a execução pode prosseguir contra o garantidor do título, mas nem sempre contra a seguradora.

Segundo o ministro, com o deferimento do processamento da recuperação judicial, os créditos existentes na data do pedido serão submetidos a seus efeitos e deverão ser pagos na forma do plano aprovado. Para ele, isso significa que o crédito será novado, só gerando efeitos para o devedor em recuperação (artigo 49, parágrafo 1º, da Lei de Recuperação e Falência).

O relator destacou que, quanto à seguradora, como a relação jurídica é regulada pelo contrato de seguro, o pagamento da indenização somente poderá ser determinado se e quando verificada a ocorrência do sinistro, observada a extensão dos riscos cobertos pela apólice.

Na hipótese de haver o deferimento da recuperação judicial – afirmou –, a execução contra o devedor principal será extinta, diante da ausência de título que lhe dê suporte, e somente será possível exigir o depósito da indenização pela seguradora se tiver ficado caracterizado o sinistro em momento anterior ao do pedido de recuperação, observada a extensão dos riscos cobertos pela apólice.

Momento do sin​​istro

A partir das premissas de que o dever de pagar a indenização por parte da seguradora nasce a partir da ocorrência do sinistro e de que a aprovação do plano de recuperação judicial implica a novação da dívida garantida, o relator concluiu que, se o fato caracterizador do sinistro não tiver ocorrido até o deferimento do processamento do pedido de recuperação, a novação da dívida garantida impede a execução da apólice.

No entanto, se o fato caracterizador do sinistro tiver ocorrido antes do deferimento do pedido de recuperação e, por qualquer motivo, ainda não houver sido realizado o pagamento da respectiva indenização, poderá o juízo determinar que a seguradora o faça. O ministro observou que essa determinação não acarreta diminuição no patrimônio da empresa recuperanda, visto que a incumbência do depósito recairá sobre a seguradora, e não ofende o princípio da igualdade entre credores, considerando que a seguradora, ao se sub-rogar nos direitos e privilégios do segurado contra o tomador, terá que habilitar seu crédito na recuperação.

“Assim, o pagamento da indenização, pela seguradora, poderá ser determinado se ficar caracterizado o sinistro e se este tiver ocorrido antes do deferimento do processamento do pedido de recuperação judicial”, concluiu.​​​

Esta notícia refere-se ao(s) processo(s):

REsp 1691748REsp 1838837EREsp 1381254REsp 1854357AREsp 266570REsp 1841110CC 161667

Fonte: STJ

Portal do TJSP disponibiliza consulta de expediente forense e suspensão de prazos

29/03/2021

Serviço traz informações de cada comarca.

Para facilitar o acesso a informações sobre a Justiça paulista, o Tribunal de Justiça de São Paulo oferece, em seu portal na internet, uma página de consulta de informações sobre o expediente forense e a suspensão de prazos em todos os municípios do Estado. Nela, é possível se informar sobre os feriados nas comarcas, emendas e datas em que determinados fóruns funcionarão em horário especial.


Para realizar uma consulta, basta acessar a página do serviço e, no campo “município”, preencher o nome da cidade a ser exibida. Também é possível fazer buscas referentes ao expediente forense de anos anteriores (2020 a 2013).

  Atenção
Durante a antecipação de feriados na cidade de São Paulo – dias 26, 29, 30 e 31 de março -, haverá expediente normal no Tribunal de Justiça de São Paulo, em sistema de trabalho remoto, conforme disposto no Provimento CSM nº 2603/21. No período, porém, ficarão suspensos os prazos processuais em primeiro e segundo graus na comarca da Capital. Além da suspensão dos prazos processuais dos processos físicos em todo o Estado (Provimento CSM nº 2600/21), também serão suspensos os prazos processuais dos processos digitais nas comarcas onde forem adotadas, no município da sede, medidas de lockdown.

          Fonte: Comunicação Social TJSP – imprensatj@tjsp.jus.br

Brasil vai três vezes ao pódio no último dia do Grand Slam de Tbilisi

Publicado em 28/03/2021

Rafael Silva foi prata; Maria Suellen e Beatriz Souza levaram bronze

O judô brasileiro conquistou três medalhas no último dia do Grand Slam de Tbilisi (Geórgia). Neste domingo (28), Rafael Silva, o Baby, levou a prata na categoria acima dos 100 quilos. Entre  judocas acima de 78 quilos, teve Brasil em dose dupla no pódio, com os bronzes de Beatriz Souza e Maria Suellen Altheman.

Baby estreou imobilizando o uzbeque Shokhruh Bakhtiyorov, o que lhe garantiu a pontuação de um ippon (golpe perfeito, quando derruba o adversário de costas). Em seguida, superou o georgiano Saba Inaneishvili com dois wazaris (quando o atleta golpeado cai com parte das costas no tatame; rende um ponto), também equivalentes a um ippon.

Na semifinal, o brasileiro venceu o cubano Andy Granda, que estourou o limite de punições por falta de combatividade. A decisão contra o georgiano Gela Zaalishvili, campeão do Grand Slam de Tel Aviv (Israel), foi bem equilibrada e decidida no golden score (tempo extra, em que quem pontuar, ganha), quando o judoca anfitrião encaixou um ippon e garantiu a vitória.

Na categoria acima de 78 quilos, o primeiro bronze veio com Beatriz Souza. Ela derrotou a russa Anzhela Gasparian e a ucraniana Yelyzaveta Kalanina – ambas por ippon. Na semifinal, também por ippon, foi superada pela chinesa Shiyan Xu (que levou o ouro) e caiu para a repescagem. A 32 segundos do fim da luta contra a israelense Raz Hershko, valendo medalha, a brasileira conseguiu um ippon e garantiu um lugar no pódio.

Pela mesma categoria, Maria Suellen iniciou a trajetória batendo a cazaque Nazgul Maratova por ippon, mas levou o troco logo no segundo combate, também caindo para Shiyan Xu. Na repescagem, a brasileira superou Yelyzaveta Kalanina por ippon. Por fim, levou a melhor sobre a chinesa Yan Wang, punida por falta de combatividade no golden score.

O Brasil também foi representado, neste domingo, por Rafael Macedo (até 90 quilos) e Leonardo Gonçalves (até 100 quilos). O primeiro foi superado na primeira luta pelo uzbeque Jandreev Shermukhammad (que levou bronze) por wazari. O segundo estreou vencendo o marfinense Koffi Kreme Kobena por ippon, mas caiu no combate seguinte, também por ippon, para o uzbeque Muzaffarbek Turoboyev.

Ao todo, o Brasil foi ao pódio quatro vezes em Tbilisi, terminando em sexto no quadro de medalhas. O melhor desempenho foi de Maria Portela, ouro na categoria até 70 quilos, no último sábado (27).

O próximo desafio do judô brasileiro será o Grand Slam de Antalya (Turquia), a partir de sexta-feira (2). Além dos judocas que lutaram em Tbilisi, o Brasil terá a participação de Eric Takabatake (até 60 quilos), Daniel Cargnin, Willian Lima (ambos até 66 quilos) e David Moura (acima de 100 quilos).

Por *TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

Fonte: *Agência Brasil

Covid-19: Brasil tem 12,5 milhões de casos e 312,2 mil mortes

Publicado em 28/03/2021 – 19:31

Segundo Ministério da Saúde, 10.912.941 pessoas já se recuperaram

O número de pessoas que não resistiram à covid-19 no Brasil subiu para 312.206. Em 24 horas, foram registradas 1.656 mortes. Há ainda 3.566 óbitos em investigação no país.

Já o total de pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 12.534.688. Em 24 horas, foram confirmados pelas autoridades sanitárias 44.326 novos casos.

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite deste domingo (28). O balanço é produzido a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Há, ao todo, 1.309.541 pessoas com casos ativos da doença em acompanhamento por profissionais de saúde e 10.912.941 pacientes já se recuperaram.

Estados

Na lista de estados com mais mortes estão São Paulo (71.991), Rio de Janeiro (36.109), Minas Gerais (23.687) e Rio Grande do Sul (18.823). As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.234), Amapá (1.268), Roraima (1.320), Tocantins (1.972) e Alagoas (3.489).

Em número de casos, São Paulo também lidera (2.420.100), seguido por Minas Gerais (1.100.575), Paraná (836.936), Rio Grande do Sul (830.630) e Santa Catarina (795.391).

Boletim covid-19 28 mar 2021

Boletim covid-19 28 mar 2021 – Divulgação/Ministério da Saúde

  • Fonte: Agência Brasil – Brasília

Seleção feminina de polo aquático confirma título no Sul-Americano

Publicado em 28/03/2021 – 20:20

Brasil encerra evento de esportes aquáticos com 62 medalhas

A seleção feminina de polo aquático conquistou o título do Campeonato Sul-Americano de Esportes Aquáticos, realizado no Parque Olímpico de Buenos Aires (Argentina). Neste domingo (28), pela final, as brasileiras atropelaram a Colômbia por 16 a 5 e asseguraram a 18ª medalha de ouro do país no evento.

Com cinco gols, Samanta Rezende foi a artilheira da final. Ana Júlia Amaral (três gols), Beatriz Mantelatto, Kemelly Leão, Diana Abla (todas dois gols), Mariana Rogê e Mirella Coutinho (ambas um gol) também balançaram as redes para o Brasil, que só ficou atrás do placar no início do segundo quarto, por cerca de dois minutos, quando a Colômbia chegou a fazer 3 a 2 no placar.

O polo aquático feminino brasileiro encerrou a participação no torneio com 100% de aproveitamento. Foram oito vitórias em oito jogos e 177 gols marcados, uma média superior a 22 por partida.

“Nós tivemos apenas cinco semanas de preparação. Então, diante disso, fico muito contente pelo desempenho e pela entrega do time aqui no Sul-Americano. Nós colocamos metas para os jogos e elas as atingiram com maestria. Isso é um trabalho de todos. Dos clubes, da confederação, da comissão técnica. Tudo encaixou muito bem para que saíssemos com o título”, disse o técnico do time feminino Frank Diaz, em depoimento ao site da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

O Brasil também marcou presença na final masculina, mas foi superado pela Argentina por 11 a 9. A seleção nacional chegou a abrir três gols de vantagem no segundo quarto e ficou à frente na maior parte do tempo, mas levou a virada no fim. Marcos Paulo (três), Roberto Freitas, Bruno Chiappini e Grummy Guimarães (dois cada) marcaram os gols brasileiros.

A decisão feminina do polo aquático marcou o encerramento do Sul-Americano. O Brasil finalizou o evento com 62 medalhas: 18 de ouro, 23 de prata e 20 de bronze. A delegação ficou em segundo no quadro de medalhas, quatro ouros atrás da Colômbia. Nas disputas de maratona aquática, natação, nado artístico e polo aquático masculino, as equipes nacionais contaram com atletas jovens, com média de idade de 21 anos.

Saltos ornamentais

No último sábado (27), o Brasil concluiu as provas dos saltos ornamentais com ouro no trampolim de três metros sincronizado feminino, com Luana Lira e Tammy Galera, e pratas com Isaac Souza na plataforma de dez metros masculina e com Isaac e Tammy no time misto, em que os atletas saltam em plataforma e trampolim. Os resultados garantiram à seleção nacional o título de campeã geral da modalidade, com 303 pontos, contra 210 da Colômbia. Com cinco ouros, os brasileiros ficaram na segunda colocação no quadro de medalhas, com uma dourada a menos que os colombianos.

Luana Lira e Tammy Galera garantem a medalha de ouro na última prova de Saltos Ornamentais do Campeonato Sul-Americano de Esportes Aquáticos - Buenos Aires

Luana Lira e Tammy Galera garantem a medalha de ouro na última prova de Saltos Ornamentais do Campeonato Sul-Americano de Esportes Aquáticos – Buenos Aires – Satiro Sodré/SSPress/CBDA/Direitos Reservados

“Essa equipe está em preparação para a Copa do Mundo, que será o Pré-Olímpico e é nosso grande foco. Com certeza a atuação deles aqui nos deixa animados, ainda sabendo que eles possuem uma margem de melhora”, comemorou Hugo Parisi, chefe de equipe da modalidade, ao site da CBDA.

Maratona aquática

A prova de revezamento da maratona aquática no Sul-Americano também estava prevista para sábado, mas foi cancelada. A prefeitura do município de Mar de Plata (Argentina) e a organização da competição avaliaram as condições do mar e os ventos fortes que atingiam a cidade e optaram por não realizar a disputa.5

O país concluiu a participação na modalidade com quatro medalhas: uma prata (Bruce Hanson de Almeida nos cinco quilômetros) e três bronzes (Cibelle Jungblut nos 5 quilômetros e Alexandre Finco nos 5 e 10 Km).

Por *TV Brasil e Rádio Nacional – São Paulo

Fonte: *Agência Brasil

Esgrima: garantido em Tóquio, Toldo para nas quartas de final em Doha

Publicado em 28/03/2021

Brasileiro perde somente para o campeão mundial de florete de 2019

Garantir vaga na Olimpíada de Tóquio (Japão) não foi o único feito de Guilherme Toldo no Grand Prix de florete em Doha (Catar). Neste domingo (28), o brasileiro concluiu a participação na competição mais importante da temporada antes dos Jogos, entre os oito primeiros.

A esgrima nacional não colocava um atleta nas quartas de final masculinas de um Grand Prix de florete desde 2012, com Renzo Agresta na competição em Plodiv (Bulgária). Em 2006, o primeiro a chegar tão longe nesse evento foi João Souza, no Grand Prix da Venezuela.

Toldo havia disputado as fases de poules (grupos) e de 128 na última sexta-feira (26), quando assegurou vaga na segunda Olimpíada da carreira. O primeiro jogo deste domingo, pela fase de 64, foi contra o britânico Marcus Mepstead, 15º colocado do ranking da Federação Internacional de Esgrima (FIE) e vice-campeão mundial em 2019. Número 26 do mundo, o brasileiro não se intimidou com o rival e ganhou por 11 pontos a 10. Em seguida, superou o francês Roger Wallerand (35º) por 15 a 9.

Nas oitavas de final, ele teve pela frente outro francês: Tyvan Bibard, que apesar de ser o número 350 do mundo, eliminou o italiano Alessio Foconi, líder do ranking mundial do florete. Toldo, porém, soube controlar o jogo contra Bibard e venceu por 15 a 11. Nas quartas, o adversário foi Race Imboden, campeão do mundo por equipes há dois anos. Apesar de ter saído na frente, o brasileiro não resistiu ao norte-americano, que levou a melhor por 15 a 6. 

“Meu segundo objetivo era ficar entre os melhores do mundo. Fico contente de confirmar um bom trabalho e uma boa preparação, ter superado todas as dificuldades e restrições por causa da covid-19 e ter chegado em Doha em boas condições e ter jogado uma esgrima de alto nível”, disse Toldo, em depoimento ao site da Confederação Brasileira de Esgrima (CBE).

No sábado (27), Bia Bulcão e Rafaella Gomes representaram o país na chave feminina do Grand Prix, mas foram eliminadas ainda na fase de poules. Bia, que disputará o Pré-Olímpico do Panamá em abril, terminou em 131º lugar.  Rafaella, de apenas 17 anos e que disputou o primeiro torneio internacional adulto da carreira, foi a 134ª.

Por *TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

Fonte: *Agência Brasil